Regina Ripamonti

Atualidades e Meio Ambiente

O legado do "Solitário George"

Ele foi o símbolo da conservação do patrimônio natural das Galápagos e após sua morte foi declarado como patrimônio cultural do país.

  fev 17, 2015     18:02
O legado do "Solitário George"
Lonesome George ou Solitário George, foi talvez o animal mais famoso da história. Tudo começou em 1 de dezembro de 1971, pelo biólogo americano Joseph Vagvolgyi, quando George foi descoberto e acreditava-se que ele era o último indivíduo da espécie de tartaruga-gigante da ilha de Pinta (Chelonoidis nigra abingdoni).

Até que no final de 2012, depois de analisar mais de 1,6 mil amostras coletadas no ano 2008 no vulcão Wolf, pesquisadores equatorianos anunciaram que encontraram 17 tartarugas-gigantes no vulcão Wolf, na ilha Isabela, com genes compatíveis com os de George. Sendo nove fêmeas, três machos e cinco jovens com genes da espécie de tartarugas gigantes da ilha Pinta.

Após décadas de esforços científicos foram realizados para conseguir a sua reprodução com fêmeas de subespécies diferentes, onde o acasalamento ocorria com produção de ovos, porém onde nenhum deles era chocado com êxito.

Já com uma idade estimada em mais de 100 anos, 1,5 metro de comprimento e 90 quilos, foi encontrado morto em 23/06/2012, por Fausto Llerena, o guarda florestal que cuidava do animal no Centro de Criação e Reprodução de Tartarugas Gigantes, Puerto Ayora, Ilha de Santa Cruz, Galápagos - Equador. A autópsia revelou que George morreu de causas naturais.

George, que até sua morte havia George tinha sido parte do programa de criação em cativeiro do Parque Nacional de Galápagos (PNG), foi congelado na Estação Charles Darwin e posteriormente, teve seu corpo embalsamado por técnicos da Wildlife Preservations, empresa especializada em taxidermia, nos Estados Unidos. E será exibido no Museu de História Natural de Nova York provisoriamente e, retornará para a Estação Charles Darwin, na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, onde terá uma ala só para ele.

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Autor

Regina Ripamonti

Formada em Biologia e Pedagogia e com mais de 25 anos de atuação na área de Educação, Regina Ripamonti usará seu espírito investigativo e crítico para trazer assuntos de interesse veterinário e de educação ambiental, na busca de redefinição das relações do ser humano com o meio ambiente e a reafirmação de sua interdependência.

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