Marcelo Sader

Tecnologia Aplicada

Livros digitais, periódicos online e bibliotecas eletrônicas

SciELO e outras iniciativas na direção do acesso aberto a conteúdo científico apontam para uma nova política sobre os direitos

  fev 08, 2015     20:16
Ler um bom livro ou uma revista científica no formato convencional, ou seja, impresso em papel, há anos não é a única maneira de acessar conteúdo de relevância acadêmica. Um número crescente de bibliotecas online e livros eletrônicos permite livre acesso a trabalhos importantes, no Brasil e no exterior.

Entre as bibliotecas a Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma das pioneiras. Em 2013 completou 15 anos e conta com uma coleção selecionada de mais de 330 periódicos científicos brasileiros, e cerca de 950 no total.

A SciELO é o resultado de um projeto de pesquisa da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em parceria com a BIREME - Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. A partir de 2002, o Projeto conta com o apoio do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Os livros eletrônicos são bastante populares, contudo, a diversidade de formatos pode tornar a experiência complexa e desagradável. As principais iniciativas neste campo foram feitas justamente pelas livrarias que, percebendo a queda nas vendas de livros convencionais, investiram em pesquisas com o objetivo de criar padrões de livros eletrônicos.

Diferentes formatos de livros eletrônicos, chamados e-Books, foram colocados no mercado, e com eles, os e-Readers, dispositivos eletrônicos semelhantes a um tablet, criados especificamente para ler nestes formatos.

A primeira vista pode parecer um contrassenso comprar um equipamento para ler livros com tantos tablets, notebooks e celulares disponíveis no mercado, mas o fato é que esta tem sido a estratégia das grandes empresas do setor.

Amazon foi uma das pioneiras com Kindle, a Barnes & Noble lançou o NOOK GlowLight ™ e a Livraria Cultura tem o Kobo. Os e-Readers tem suas vantagens. A tecnologia criada para o display garante uma experiência agradável conforto para os olhos. Brilho e contraste ideal para ler em ambientes com diversos níveis de iluminação. A bateria é outra vantagem clara. Enquanto tablets precisam ser recarregados quase que diariamente, os e-Readers tem bateria para semanas de leitura. O problema maior é sempre o custo e a velocidade com que estes dispositivos se tornam obsoletos.

Há também as opções de software livre. O .epub ou formato OEBPS é um padrão aberto para e-books criados pelo International Digital Publishing Forum (IDPF). O formato EPUB ganhou alguma popularidade como um formato de e-book com base em XML independente de fornecedor. O formato pode ser lido pelo Kobo eReader, dispositivos BlackBerry, app iBooks da Apple rodando em dispositivos iOS, o Google Books app rodando em dispositivos Android e iOS, Barnes & Noble Nook, Sony Reader, BeBook e muitos outros aplicativos de leitura.

O único e-Reader sem suporte ao formato EPUB é o Amazon Kindle. Há uma série de programas que podem converter EPUB para formata o Kindle pode ler, incluindo calibre e KindleGen.




Autor

Marcelo Sader

Médico veterinário com especialização em análise de sistemas. Foi um dos precursores no desenvolvimento de sistemas para veterinários. Atualmente escreve para o NetVet News e trabalha em aplicativos e aplicações web para o mercado veterinário.

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