Regina Ripamonti

Atualidades e Meio Ambiente

Entramos em uma nova era de extinções em massa

Um estudo realizado por três universidades dos EUA concluiu que os seres humanos poderiam estar entre as próximas vítimas

  jun 24, 2015     20:05
Entramos em uma nova era de extinções em massa
Segundo um estudo das universidades Stanford, Princeton e Berkeley, publicada no periódico Science Advances, o planeta Terra enfrenta o início da "sexta era de extinções em massa". O último grande evento, ocorrido há 65 milhões de anos, se deu quando os dinossauros deixaram de habitar o planeta devido provavelmente, à colisão de um meteoro com a crosta terrestre.

As espécies de vertebrados estão desaparecendo a uma velocidade 114 vezes mais rápida do que o normal. Essa taxa não tem precedentes na história humana e é altamente incomum na história da Terra, segundo os pesquisadores.

Para os cientistas, se as espécies continuarem a desaparecer nesse ritmo, os seres humanos serão privados de muitos benefícios trazidos pela biodiversidade. Nós somos dependentes de outros organismos para obter comida, para a regulação do clima e para inúmeras outras necessidades vitais. Pela destruição dos ecossistemas, a polinização por abelhas poderia ser perdida dentro de três gerações humanas.

Gerardo Ceballos, principal autor do estudo, concluiu que se ocorrer a extinção de espécies chaves, a vida levaria muitos milhões de anos para se recuperar e a espécie humana, provavelmente desapareceria do planeta logo no início da "sexta era de extinções", que já se deu início.

Segundo o relatório, 400 espécies de vertebrados desapareceram desde 1900. Essa perda seria esperada para um período de até 10 mil anos. Mudanças climáticas, poluição e desmatamento estão entre as principais causas para essas extinções.

Os cientistas analisaram as taxas históricas de extinção de vertebrados através da avaliação dos registros fósseis. No relatório afirmam que desde 1900, mais de 400 vertebrados desapareceram. Essa perda seria considerada normal se vista ao longo de um período de até 10 mil anos. Dentre as causas apontadas nesse estudo estão a destruição dos ecossistemas e a poluição.

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) calcula que pelo menos 50 animais se aproximam da extinção a cada ano. Sendo que cerca de 41% de todos os anfíbios e 25% dos mamíferos estão ameaçados de extinção.

Stuart Pimm, biólogo e especialista em extinção na Duke University, na Carolina do Norte, advertiu num relatório do ano passado, também publicado na Science Advances, que a humanidade estava entrando em um sexto evento de extinção em massa. Porém, segundo ele a taxa atual de extinção foi mais do que mil vezes mais rápido do que no passado.

Os autores do novo relatório disseram que ainda era possível evitar uma dramática deterioração da biodiversidade. Porém, ela tem necessariamente que iniciar-se urgentemente por meio da conservação intensiva.

Para saber mais:
Earth 'entering new extinction phase' - US study
Big Five mass extinction events
Sixth mass extinction is here: Humanity's existence threatened
U.S. Fish And Wildlife Service declares eastern cougar extinct
Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais




Autor

Regina Ripamonti

Formada em Biologia e Pedagogia e com mais de 25 anos de atuação na área de Educação, Regina Ripamonti usará seu espírito investigativo e crítico para trazer assuntos de interesse veterinário e de educação ambiental, na busca de redefinição das relações do ser humano com o meio ambiente e a reafirmação de sua interdependência.

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