Marcelo Silva Sader

Produção Científica

A utilização da radioterapia no tratamento do carcinoma de células escamosas cutâneo felino avançado

Em relação à resposta ao tratamento radioterápico, 87% das lesões apresentaram remissão completa e 13%, resposta parcial.

  jan 22, 2015     20:43
A radioterapia é uma das modalidades de tratamento do câncer, e sua principal finalidade é matar as células neoplásicas, evitando atingir o tecido sadio adjacente (LaRue e Gillette, 2007; Garrett, 2012). A radiação deve ser dividida em múltiplos tratamentos (fracionamento) para melhor controle do tumor e minimização dos efeitos colaterais (MacEwen et al., 1987; Théon et al., 1995; Moore e Ogilvie, 2001; LaRue e Gillette, 2007; Garrett, 2012).

Avaliou-se a eficácia da radioterapia no tratamento de felinos portadores de carcinoma de células escamosas cutâneo avançado. Um protocolo de fracionamento padrão de radioterapia foi aplicado em seis gatos portadores de uma ou mais lesões cutâneas de carcinoma de células escamosas, em um total de sete lesões neoplásicas, confirmadas por meio de análise histológica. Uma lesão foi classificada como T2 e seis como T4, segundo o sistema de estadiamento da Organização Mundial de Saúde para tumores epidermais de felinos.

Os animais foram submetidos a doze frações radioterápicas de 4 Gy, realizadas três vezes por semana, utilizando-se um equipamento de ortovoltagem. Utilizaram-se energia de 120 Kv, 15mA e filtro 2mm de alumínio, o cone usado foi de 6x8cm, e a distância foco-pele foi de 30cm. As lesões foram acompanhadas durante todo o tratamento radioterápico e 30 e 60 dias após o seu término. Neste estudo, 87% das lesões resultaram em remissão completa, e 13%, em remissão parcial.

Os efeitos colaterais do tratamento radioterápico, de acordo com a tabela de critérios de toxicidade aguda da Veterinary Radiation Therapy Oncology Group, foram leves e reversíveis em todos os casos, e incluíram eritema cutâneo, epilação e rinite. Considerou-se a radioterapia segura para felinos com carcinoma de células escamosas cutâneo, levando a efeitos colaterais leves, e pode representar uma boa opção terapêutica.

Fonte: Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.66 no.1 Belo Horizonte jan./fev. 2014




Autor

Marcelo Silva Sader

Médico veterinário com especialização em análise de sistemas. Foi um dos precursores no desenvolvimento de sistemas para veterinários. Atualmente escreve para o NetVet News e trabalha em aplicativos e aplicações web para o mercado veterinário.

Comentários

Este post não possui nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

 


  Respondendo ...